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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HPV: TRATAMENTO

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 2011

HPV: TRATAMENTO

 HPV

Existe tratamento para quem tem infecção pelo HPV, mas não tem lesões identificadas no Papanicolaou e na Colposcopia?
O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como as verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero. A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no Papanicolaou e Colposcopia não precisa ser tratada e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos dizer que o vírus "adormece" dentro da célula e não existe replicação viral). Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 12 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.
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Mesmo após realizar tratamento das lesões induzidas pelo HPV (verrugas genitais e lesões do colo, vagina e vulva), os testes de biologia molecular continuam positivos?
Mesmo após a "cura" das lesões que o médico tratou, os testes de biologia molecular (hibridização molecular e captura híbrida) ainda ficaram positivos até o organismo eliminar totalmente o vírus, o que demora de 8 a 24 meses. Por isso não adianta ficar ansioso e realizar exames muito frequentes. Recomendam-se exames semestrais/anuais para controle após cura da doença clínica (verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero).
Quem tem neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) poderá preservar o útero e ter filhos no futuro?
Hoje, existe uma técnica cirúrgica, chamada de cirurgia de alta frequência, que é realizada com ajuda do colposcópio e retira apenas a lesão, preservando o tecido do útero sadio. Assim, a capacidade de engravidar não fica comprometida.
Qual é o melhor tratamento para neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1?
Tudo dependerá do tamanho da lesão identificada por meio da colposcopia. Alguns casos necessitarão cauterização, outros apenas controle semestral com citologia e colposcopia, e outros pequena cirurgia local.
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Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 2 e 3?
Também depende do tamanho da lesão. A grande maioria das mulheres se beneficiará da técnica de cirurgia de alta frequência, onde se preserva o tecido sadio do útero, permitindo futuras gestações.
Existe alguma novidade na prevenção da NIC grau 2 e 3??
Os estudos continuam avançando, existem 2 vacinas : 

* "vacina quadrivalente recombinante contra papilomavirus humano(tipos 6,11, 16 e 18 )".É produzida pela Merck Sharp & Dome e já é aprovada pela Anvisa e portanto já comercializada no Brasil 

* vacina ainda não aprovada pela ANVISA ( nos EUA e Europa é chamada de "Cervarix " ), produzida pela Glaxo Smith Kline.Essa vacina protege contra os subtipos 16 e 18. 

O objetivo das vacinas é evitar a infecção pelo HPV e dessa forma prevenir a NIC. 
A vacina aprovada no Brasil é indicada para meninas e mulheres jovens entre 9 e 26 anos de idade e é administrada em 3 doses sendo a segunda com intervalo de 2 meses após a 1a dose e a terceira com intervalo de 6 meses após a 1a dose. A aplicação é intramuscular e pode ser feita na braço ou coxa. 
O que é ferida do colo do útero?
É um termo leigo, e não quer dizer que realmente existe uma ferida. É uma situação muito comum em mulheres jovens e após o parto, e esta associada a picos hormonais. Os médicos chamam esta situação de ectopia. Alguns médicos recomendam cauterizar, outros apenas fazem controles. Se existir corrimento tipo clara de ovo ou corrimento de repetição é aconselhável realizar a cauterização.
Qual é o princípio do tratamento da infecção pelo HPV e verrugas genitais?
De modo geral, não existem medicamentos por via oral capazes de eliminar infecções por vírus. A maioria das medicações contra qualquer tipo de vírus atua na redução da carga viral e/ou estimulando o sistema imunológico a ficar mais forte para assim conseguir eliminar o vírus. No caso da infecção pelo HPV, até o momento não há tratamento para infecção latente por HPV (aquela que fica adormecida); na maioria dos casos o próprio organismo se encarrega de eliminar o vírus. No caso de infecção subclínica quando há sintomas como coceira ou quando existe associação a lesões precursoras do câncer, estas devem ser tratadas.

As verrugas também precisam ser tratadas, pois o atraso no tratamento das verrugas genitais pode tornar as lesões mais extensas e potencialmente mais graves, além do risco de transmissão do vírus para os parceiros. Até recentemente, a remoção das verrugas genitais era realizada basicamente pela destruição do tecido afetado por meio de cauterização química ou cirúrgica. Esta destruição das lesões parece não apenas diminuir a quantidade de vírus como também estimular o sistema imunológico e fazer com que o sistema imunológico produza células que irão combater e eliminar o vírus. No entanto, cada indivíduo responde de maneira diferente ao tratamento. Alguns podem precisar de uma sessão de terapia, outros de várias sessões e outros não respondem a este tratamento convencional. Neste último caso deve-se utilizar ou associar a imunoterapia para tratamento adequado.
É comum não responder ao tratamento por meio de cauterização química ou cirúrgica?
Na hora do procedimento, todas as verrugas são destruídas, porém logo a seguir elas voltam a crescer e este ciclo de tratamento e recorrência das verrugas pode ocorrer por semanas, meses e até anos. Cerca de 20% das pessoas não respondem a terapia por meio de cauterização química ou cirúrgica. Nestas pessoas é necessário adicionar tratamento a base de imunoterapia.
Por que as verrugas voltam a crescer se durante o tratamento o médico destruiu todas elas?
Porque existe HPV invisível a olho nu e mesmo à lente de aumento ao redor das áreas tratadas.
O que é imunoterapia?
É um tratamento inovador que ativa o sistema imune de maneira bem mais específica contra o HPV que está infectando o organismo. Hoje, existe no mercado um creme imunomodulador de aplicação tópica que contém a substância imiquimode. As taxas de recorrência das verrugas após aplicação deste creme são bem baixas. Enquanto os demais procedimentos destroem a verruga, o imunomodulador aumenta a produção local de substâncias próprias do sistema imunológico, as quais auxiliam no combate às doenças virais, determinando o desaparecimento completo das verrugas além de prevenir seu reaparecimento. Este creme pode ser aplicado pelo próprio paciente e é indolor.
Qual é a vantagem do tratamento para verrugas genitais que pode ser aplicado pelo próprio paciente?
Existem alguns tipos de medicações que podem ser aplicados pelo próprio paciente. As vantagens seriam a menor frequência de retornos ao médico e consequentemente menor falta ao colégio, faculdade ou trabalho. Estes tratamentos também são muito úteis para executivos que estão sempre viajando ou para pessoas que não gostam de sentir dor. Discuta com seu médico se seu caso pode ser tratado desta maneira. Estas medicações devem ser prescritas pelo médico e necessitam de acompanhamento médico.
Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?
O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável, mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

GONORREIA

O que é gonorréia ?
Gonorréia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela Neisseria gonorrhoeae, uma bactéria que cresce e multiplica-se facilmente em áreas quentes e úmidas do trato reprodutivo como cérvix, útero e tubos de falópio na mulher; e uretra em homens e mulheres. A bactéria também pode crescer na boca, garganta, olhos e ânus.

Como se pega a gonorréia?
A gonorréia é transmitida pelo contato com o pênis, vagina, boca ou ânus. Não é necessário haver ejaculação para a gonorréia ser transmitida. Gonorréia também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto. Pessoas que tiveram gonorréia e receberam tratamento podem ser infectadas de novo se tiverem contato sexual com indivíduos infectados.

quem está sob risco de contrair gonorréia?

Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infectada com gonorréia.

Quais são os sinais e sintomas da gonorréia?

Nos homens os sintomas, que podem levar até 30 dias depois da infecção para aparecer, incluem sensação de queimação ao urinar; ou uma descamação amarela ou verde no pênis. Algumas vezes homens com gonorréia ficam com testículos doloridos.

Nas mulheres os sintomas da gonorréia são geralmente moderados, porém a maioria das infectadas não apresenta sintomas. Os sinais e sintomas iniciais incluem sensação de queimação ao urinar e aumento do escoamento vaginal ou sangramento vaginal entre os períodos menstruais. Mulheres com gonorréia sofrem o risco de desenvolver complicações sérias independentemente da presença ou severidade dos sintomas.

Sintomas da infecção retal, tanto em homens como mulheres, podem incluir escoamento, coceira no ânus, dor, sangramento ou evacuação dolorida. A infecção retal também pode não apresentar sintomas. Infecção na garganta pode causar dor, mas geralmente não apresenta sintomas.
Quais são as complicações da gonorréia?

A gonorréia não tratada pode causar sérios e permanentes problemas de saúde, tanto em homens quanto em mulheres.

Nas mulheres a gonorréia é uma causa comum de doença inflamatória pélvica, a qual não necessariamente apresenta sintomas. Quando os sintomas estão presentes eles podem ser bem severos e incluir dor abdominal e febre. Doença inflamatória pélvica também pode ocasionar abcessos internos e dor crônica na pélvis. A doença inflamatória pélvica também pode danificar os tubos de falópio o suficiente para causar infertilidade ou aumentar o risco de gravidez ectópica na qual o ovo fertilizado cresce fora do útero.

Em homens a gonorréia pode causar epididimite, uma condição dolorosa dos testículos que pode ocasionar infertilidade se não for tratada.

Gonorréia pode se espalhar para o sangue ou articulações. Essa condição pode requerer tratamento por toda a vida. Adicionalmente, pessoas com gonorréia podem contrair mais facilmente o HIV e têm mais probabilidade de transmiti-lo também.

Como a gonorréia afeta a mulher grávida e seu bebê?

Se uma mulher grávida tiver gonorréia ela pode passar a infecção ao bebê durante o parto. Isso pode causar cegueira, infecção nas articulações e no sangue que pode ameaçar a vida. O tratamento da gonorréia tão logo seja detectada em mulheres grávidas reduzirá o risco dessas complicações. Mulheres grávidas devem consultar um médico para exame apropriado, testes e tratamento se necessário.
Como é o tratamento da gonorréia?

Vários antibióticos podem curar com sucesso a gonorréia em adolescentes e adultos. Porém, variedades resistente de gonorréia estão aumentando em várias partes do mundo e o tratamento está ficando mais difícil. Uma vez que muitas pessoas com gonorréia também têm clamídia, outra doença sexualmente transmissível, antibióticos para ambas são geralmente dados juntos. Pessoas com gonorréia devem fazer testes para outras doenças sexualmente transmissíveis.

É importante tomar todo medicamento prescrevido para curar a gonorréia. Embora a medicação interrompa a infecção, não irá reparar qualquer dano permanente ocasionado pela doença. Pessoas que tiveram gonorréia e foram tratadas podem ter a doença de novo se tiverem contato com pessoas infectadas. Se os sintomas persistirem mesmo depois de receber tratamento, deve-se voltar ao médico para reavaliação.

Como é a prevenção da gonorréia?

A forma mais segura de prevenir doenças sexualmente transmissíveis é abster-se de intercursos sexuais, ou ter uma relação monogâmica de longo prazo com um parceiro testado e que você sabe não estar infectado. Preservativos de látex, quando usados consistentemente e corretamente, podem reduzir o risco de transmissão da gonorréia.

Ao aparecimento de qualquer sintoma que possa indicar gonorréia, deve-se parar de ter relações sexuais e procurar um médico imediatamente. Caso a pessoa seja diagnosticada com gonorréia, ela deve informar seus parceiros sexuais recentes para que eles procurem um médico e possam ser tratados. A pessoa com gonorréia e seu parceiro sexual devem evitar sexo até que o tratamento da gonorréia tenha sido completado.




SÁBADO, 12 DE FEVEREIRO DE 2011

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) -SÍFILIS


                                                   
                                                              
A sífilis é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria: a Treponema pallidum. Ela é adquirida, principalmente, via contato sexual desprevenido, com parceiro infectado. Pode ser transmitida de mãe para feto: sífilis congênita.

Conhecer sobre ela é de extrema importância, uma vez que, não sendo curada, pode manifestar complicações sistêmicas e, inclusive, causar problemas como cegueira, paralisia e danos cerebrais.

Seus principais sintomas podem ser confundidos com o de outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim, o diagnóstico confirmatório deve ser feito, buscando em amostras de sangue a presença de anticorpos anti-Treponema neste material.

A presença de ínguas na virilha e de pequenas feridas de bordas endurecidas e profundas, ambas indolores, são características da primeira fase. Estas manifestações surgem aproximadamente 15 dias após o contato com a bactéria e, entre três e seis semanas, desaparecem sem deixar cicatrizes. Em razão dessa última característica, o indivíduo pode acreditar que já se curou, deixando de fazer o tratamento.

Quando isto ocorre, após um período de latência que varia entre seis e oito semanas, a doença volta a se manifestar, afetando a pele e órgãos internos de acordo com o grau de comprometimento destes. Dores de cabeça e garganta, mal estar, febre, além de perda de apetite e de peso são alguns sintomas. O surgimento de ínguas em outras regiões do corpo e lesões de pequeno diâmetro, róseas ou violáceas, planas e indolores são outras características da segunda fase desta DST. O indivíduo pode permanecer nesta por tempo indeterminado, pode durar a vida toda.

A fase terciária é, na maioria das vezes, destrutiva e incapacitante. Ela consiste na evolução crônica da doença, apresentando sintomas relacionados aos órgãos mais debilitados por ela, podendo levar à morte.

A sífilis pode ser evitada com o uso da camisinha e tratada com a utilização da penicilina: procedimentos que evitam esta gama de complicações.

Recomenda-se que o infectado não tenha relações sexuais neste período.

Mulheres gestantes ou que desejam engravidar devem fazer o exame, a fim de prevenir uma possível contaminação do bebê.
 O que é sífilis?
Sífilis é um tipo sério de infecção bacteriana. Geralmente é transmitida de uma pessoa a outra através do contato sexual. Quando não é tratada , a sífilis pode levar a lesão irreversível de tecidos como o cérebro e os nervos.
Como ocorre?A bactéria que causa a sífilis entra no corpo através das aberturas de órgãos como a boca a vagina ou o reto, e também por cortes ou machucados na pele.
Durante os estágios iniciais da doença aparecem vesículas pelo corpo, especialmente na região genital. Se tocar em uma destas vesículas de uma pessoa contaminada, é bem provável que bactérias entrem em contato com a sua pele. Se então estas bactérias atingirem alguma região úmida de seu corpo (por exemplo: boca, ânus ou vagina) ou então em algum corte na pele, há probabilidade de contaminação. Uma vez dentro do organismo a bactéria se espalha rapidamente através da corrente sangüínea. 

Há a possibilidade do bebê nascer com sífilis se a mãe desenvolveu a doença durante a gravidez.

Quais são os sintomas?
                                                       Sifilisb0014589 01113752 Sífilis   Sintomas e contágio
Os sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença. Assim, durante o primeiro estágio aparecem pequenas vesículas avermelhadas, indolores que se chamam "cancro". As pessoas desenvolvem o cancro geralmente na região próxima aos genitais, entretanto pode aparecer em qualquer lugar do corpo. As mulheres podem não perceber que têm cancro se os mesmos estiverem no interior da vagina. Os cancros localizados no pênis geralmente são visíveis. Estas vesículas podem surgir de 10 dias a 3 meses após o contato com uma pessoa contaminada e duram normalmente de 1 até 8 semanas.

Se for infectado e ficar sem tratamento a doença evoluirá para um segundo estágio. Este segundo estágio é chamado de sífilis secundária que começa então de 6 a 12 semanas após o contato com uma pessoa infectada e pode durar desde algumas semanas até mesmo 1 ano. Os sintomas deste segundo estágio são:

- um enrubescimento discreto da pele com o parecimento de feridas e cascas por todo o corpo (exantema) que pode incluir manchas nas palmas da mão, na sola do pé que são altamente contagiosas.
- Gânglios linfáticos inchados (ínguas)
- Sintomas de resfriado comum tais como febre, corpo dolorido, dor de cabeça , fatiga e falta de apetite.
- Perda de cabelos em tufos.
- Crescimento de verrugas semelhantes a couve-flor na área em volta do ânus.

Periodicamente o segundo estágio da sífilis é seguido por um estágio de latência. Durante o mesmo se não tomar a medicação os sintomas irão desaparecer. Este período pode durar de poucos anos ou até a vida toda.

Um terço das pessoas que desenvolvem o período de latência da sífilis desenvolvem o terceiro estágio da doença, chamado de sífilis terciária que esenvolve-se de 10 a 40 anos após ter sido infectado. Durante este estágio a doença afeta o cérebro, a artéria aorta (o principal vaso sangüíneo que deixa o coração) e o próprio coração. Isso pode levar a uma grave doença cardíaca, lesão cerebral, paralisia e morte.
Como as pessoas pegam sífilis?

A sífilis é transmitida de pessoa para pessoa através do contato direto com a ferida provocada pela doença. As feridas costumam geralmente ocorrer nos genitais externos, vagina, ânus ou reto. Elas também podem aparecer nos lábios e boca. A transmissão do organismo acontece durante o sexo vaginal, anal ou oral. Mulheres grávidas com sífilis podem passar para o bebê. Quando o bebê adquire a doença da mãe ela é chamada de sífilis congênita. A sífilis não é transmitida através do contato com acentos de banheiros, maçaneta de porta, água da piscina, banheira, roupa ou talheres.
Como é feito o diagnóstico?O médico procurará pelas lesões (cancros) por todo corpo, inclusive na vagina, colo do útero e reto que ao serem encontradas, sofrem uma pequena incisão para que se retirem fragmentos e seja feita uma análise microscópica com o objetivo de verificar as formas da bactéria diretamente. O médico poderá solicitar um exame de sangue.

Como é o tratamento?
A doença geralmente é tratada através doses de penicilina oral ou injetável. O médico poderá ainda receitar eritromicina ou tetraciclina se for o caso de você ser alérgico a penicilina.

Qual a duração dos efeitos?
Os sintomas e efeitos da sífilis podem durar de uma semana até o resto da vida. Se a infecção não for tratada pode tornar-se latente após o segundo e terceiro estágio quando o paciente infectado permanece assintomático, mas ainda apresenta o risco de desenvolver sífilis secundária ou terciária. Se a sífilis for tratada com antibiótico durante os estágios iniciais, os sintomas desaparecem após algumas semanas e o paciente estará curado. Durante o estágio terciário da sífilis, os antibióticos ainda podem ser usados para matar a bactéria causadora da infecção. No entanto as lesões de vasos sangüíneos, cérebro ou outros órgãos são irreversíveis.
sifilis 14 Sífilis   Sintomas e contágio




Que cuidados devem ser tomados?Siga as orientações do profissional de saúde e todos os medicamentos prescritos. Informe seu médico caso ocorra algum tipo de alergia à penicilina ou a outros medicamentos.

Como prevenir a infecção?Se tiver sífilis, tenha o seguinte comportamento para evitar que outras pessoas sejam infectadas:

- Diga a pessoa com quem você tem tido contato sexual sobre a sua infecção.
- Evite o contato de outras pessoas com suas secreções corporais e feridas. Evite relação sexual ou outros contatos íntimos até que seja tratado.
- Lave suas mãos depois de ir ao banheiro e antes de tocar em comidas, louças ou utensílios domésticos.

Também pode reduzir o risco de contrair sífilis se:

- Usar preservativo durante as relações sexuais.
- Limitar o número de parceiros.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

SEXTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2011

INFECÇÃO URINÁRIA


VEJA ALGUMAS DICAS E PREVENÇÕES:
Infecção Urinária
A infecção urinária (também chamada de cistite) é a presença de bactérias, fungos, vírus ou microorganismos em qualquer parte do trato urinário. Quando não tratada adequadamente, pode causar complicações — levando à infecção dos rins e infecção das vias urinárias superiores (pielonefrite).
A infecção ocorre quando os microorganismos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, provocando a infecção. Na maioria dos casos a causa principal é provocada por uma bactéria que integra a flora intestinal (Escherichia coli).
A infecção ocorre principalmente em mulheres de todas as idades e sexualmente ativas.

SINTOMAS DA INFECÇÃO URINÁRIA

  • Dor e ardência ao urinar
  • Micções urinárias muito freqüentes e de pequeno volume
  • Urina com mau cheiro, cor opaca e filamentos de muco
  • Dor na uretra e pélvis
  • Presença de sangue na urina
  • Febres, calafrios e náuseas em alguns casos

CAUSAS DA DOENÇA

  • A principal causa é a bactéria Escherichia coli presente na flora intestinal.  Como a vagina fica muito próxima ao ânus; e a uretra, que conduz a urina para fora da bexiga, é mais curta que a dos homens. Ou seja, tudo facilita para que as bactérias que contaminam a região anal atinjam a bexiga e os órgãos mais internos se não forem rapidamente eliminadas.
Há também outros fatores que podem facilitar a infecção:
  • Corpos estranhos: sondas e cálculos (pedras nos rins)
  •  Introdução de objetos na uretra
  • Doenças sexualmente transmissíveis e infecções ginecológicas
  • Baixa imunidade
  • Ingerir pouco líquido e ficar muito tempo sem urinar 
  • Falta de higiene
  • Hereditariedade

TRATAMENTO

Infecção Urinária
O tratamento deve ser indicado pelo médico após confirmação diagnóstica. Geralmente é feito com antibióticos, uma vez que se trata de uma infecção bacteriana. No caso das cistites, o tratamento é de curta duração, de um a três dias. Se a infecção for mais complicada, pode durar duas semanas ou mais e até envolver internação hospitalar para tratamento endovenoso.

PREVENÇÃO DA INFECÇÃO URINÁRIA

Existem alguns cuidados que podem prevenir a infecção:
  • Cuidados com a higiene pessoal
  • Evitar transportar as bactérias da região anal para a uretra
  • Lavar as mãos antes e após de utilizar o banheiro
  • Na higiene íntima as mulheres e meninas devem lavar-se sempre na direção da frente para trás
  • Ingerir bastante água, pelo menos de 2 litros por dia e não reter a urina.
  • Durante o período menstrual os absorventes devem ser trocados várias vezes, pois o sangue menstrual é um meio de proliferação de bactérias. Evite absorvente interno.
  • Após o ato sexual, é recomendado que a mulher esvazie a bexiga o quanto antes para evitar proliferação de bactérias

POR QUE ALGUMAS MULHERES TÊM O PROBLEMA COM MAIS FREQUÊNCIA?

O fato é que existe uma predisposição familiar às infecções urinárias. Portanto, se na sua família existem mulheres que sofrem do problema, reforce os cuidados com a higiene da região íntima e com as relações sexuais.
Então basicamente essa infecção repetitiva de desenvolve por fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em casos de extremo cuidado com a higiene. Quem tem o problema com frequência deve ficar atenta aos cuidados que podem prevenir a doença.

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